Resolvi iniciar as postagens neste blog com um tema que incomoda muita gente no momento de desenvolver um texto: a velha dúvida em como utilizar a crase.
Sim, é o fonema 'a' com um acento grave que gera confusão e tira o sono de muita gente, afinal, quando menos se espera, lá está você revisando seu texto quando se depara com uma frase que exija nossa 'amiguinha'.
Mas, para desmistificar toda essa áurea ruim em torno da crase, é que abaixo procuro trabalhar, de uma forma bem tranquila, seu conceito e dicas de como identificá-la.
Vamos lá?
A crase é a fusão de duas vogais idênticas. Para representá-la graficamente, utiliza-se o acento grave. Para que esta fusão ocorra, é preciso que o termo regente exija a preposição a e o termo regido admita o artigo a.
Dessa forma, podemos concluir que somente palavras femininas podem ser antecedidas por crase.
Mas existem algumas artimanhas que podem ser utilizadas para identificar a crase mais facilmente:
1 – Se, ao substituir a palavra feminina presente depois do a por uma masculina e, esta exigir a troca do a pelo ao, a crase será utilizada.
Temos amor à arte (Temos amor ao estudo)
Permaneci indiferente a ela (Permaneci indiferente a ele) – Não ocorre crase
2 – Se, ao substituir o a por para a(s), o para a(s) ocorrer, a crase será aplicada.
Fui à Nicarágua (Fui para a Nicarágua)
Converse, mas peça a ela que fique quieta depois (Converse, mas peça para ela que fique quieta depois) – Não ocorre crase
3 – Se, ao substituir o verbo ir pelo verbo voltar, ocorrer a expressão voltar da, a crase estará presente na frase.
Vou a Roraima (Voltarei de Roraima) – Não ocorre crase
Fui à padaria (Voltei da padaria)
Estas são dicas valiosas na identificação da crase. Mas fiquem ligados, pois amanhã trarei os casos em que ocorrem e não ocorrem crases.